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<title>Jornal O Paulistano - Sua fonte de notícias na cidade de São Paulo</title>
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<description>Jornal O Paulistano - Sua fonte de notícias na cidade de São Paulo - SP</description>
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<title>Ligue 180 tem 1,5 mil denúncias de violência política contra mulher</title>
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<description>Negras são 53% das vítimas, com maioria dos casos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais</description>
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<media:description type="plain">© Agência Brasil</media:description>
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<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres têm direito à participação política livre de violência e de discriminação. Porém, entre janeiro e agosto de 2026, o número de denúncias de violência política registradas contra elas na Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 alcançou a marca de 1.564 denúncias.</p>

<p>Ao todo, estas denúncias correspondem a 1.581 violações identificadas como violências políticas, no ano de eleições gerais no Brasil. A diferença entre os números ocorre porque uma única denúncia, cometida pelo mesmo agressor, pode conter mais de um tipo de violência.</p>

<p>A secretária Nacional de Articulação Intersetorial e Interfederativa e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, conecta a violência política contra as mulheres a um fenômeno mais amplo, caracterizado pela exacerbação da misoginia (ódio contra as mulheres e meninas), da violência doméstica e do feminicídio na sociedade patriarcal.</p>

<p>Sandra Kennedy menciona movimentos de extrema-direita globais que colocam em xeque o direito individual ao voto feminino, em favor da tese do "voto familiar". No Brasil, o voto das mulheres foi conquistado em 1932   </p>


<p>“É assustador porque as violências políticas são, no fundo, questões estruturais, sejam elas no limite da ameaça à vida, sejam essas violências cotidianas e veladas que tentam desestimular a participação da mulher na política”.</p>


<h2>Alvos da violência</h2>

<p>A representante do Ministério das Mulheres explica que as agressões são contra as mulheres em espaço de poder e decisão, as detentoras de mandato eletivo (deputadas, vereadoras, senadoras, prefeitas); as ocupantes de cargos públicos; as candidatas a cargos eletivos, em vários estados brasileiros, assim como defensoras de direitos humanos, ativistas e representantes de movimentos sociais ou organizações da sociedade civil.</p>

<p>As mulheres pretas e pardas são as principais vítimas. Das 1.564 denúncias registradas, mais de 53% (842) são de violência política sofridas por elas, seguidas por 590 (37,72%) denúncias de violências sofridas por mulheres brancas. As demais 132 (8,44%) foram denúncias com impacto em mulheres de outras raças.</p>

<p>As estatísticas do Ligue 180 apontam que, no período de janeiro a agosto de 2026, os maiores números de denúncias de violência política foram registrados em São Paulo, com 430 registros; Rio de Janeiro, com 260; Minas Gerais (149); Bahia (89); Rio Grande do Sul (62); Paraná (61); e Santa Catarina (56).</p>

<h2>Tipos de violação</h2>

<p> As violações denunciadas incluem discriminação e desigualdade de tratamento por gênero, raça ou etnia, ameaças e difamação das candidatas a cargos eletivos; divulgação de conteúdo inverídico; desqualificação de habilidades e funções; interrupção frequente de fala em ambientes políticos; questionamento sobre escolhas de vida privada; julgamento pela aparência física e forma de vestir, entre outras.</p>

<p>Entre os crimes registrados estão ameaças de morte e estupro, ataques racistas e transfóbicos, vandalização de materiais de campanha, coação, misoginia, constrangimento, intimidação e deslegitimação de mulheres que ocupam ou disputam espaços de poder e decisão, além de casos de responsabilização judicial.</p>


<p>“Agora, nesta disputa eleitoral, até quando vandalizam um banner de mulheres, não rasgam em qualquer lugar. Furam o olho, rasgam o rosto. Isso é uma afronta aos corpos das mulheres, à sua figura feminina”, lamentou Sandra Kennedy.</p>


<h2>Comparação com 2025</h2>

<p>Em 2025, foram registradas, pelo mesmo canal, 2.310 denúncias de violência política contra as mulheres, contendo 2.334 violações, em um universo de mais de 155,1 mil denúncias de todos os tipos de violência contra a mulher. Considerando apenas o período de janeiro e agosto do ano passado, a Central de Atendimento à Mulher contabilizou 1.649 denúncias de violência política.</p>

<p>A secretária do Ministério das Mulheres argumenta que a redução pontual de registros de um ano a outro não indica redução do problema no país, nem permite definir tendências. Ela aponta que pode haver subnotificação de denúncias. “Os dados estão muito longe da realidade, até porque muitas das mulheres não conhecem o canal (Ligue 180) como um espaço para denunciar”.</p>

<h2>Justiça eleitoral</h2>

<p>O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classifica a violência política de gênero como um dos maiores entraves para a entrada e permanência de mulheres na política.</p>

<p>Às vésperas das eleições gerais, a justiça eleitoral divulgou um novo recorde de casos de violência política contra a mulher. O número de processos relacionados ao tema saltou de 15, em 2022,  para 177 este ano. Desses, 26 casos estão relacionados diretamente à campanha para as eleições 2026.</p>

<h2>Protocolo de Enfrentamento à Violência Política</h2>

<p>O levantamento do Ministério das Mulheres integra o Plano de Ação do Protocolo de Enfrentamento à Violência Política Contra as Mulheres, que estabelece diretrizes no Ligue 180 para prevenir, registrar, acolher, encaminhar e acompanhar casos de violência política de gênero. Além disso, busca fortalecer a proteção dos direitos políticos das mulheres e a responsabilização dos autores das violências</p>

<p>O novo documento prevê uma atuação integrada entre instituições do sistema de Justiça e da rede de proteção às mulheres.</p>

<p>O atendimento às vítimas prevê sigilo, orientação sobre direitos, encaminhamento aos órgãos competentes e adoção das medidas necessárias para interromper a violência e proteger a mulher.</p>

<p>Podem recorrer ao protocolo candidatas a cargos eletivos; mulheres detentoras de mandato eletivo; ocupantes de cargos públicos; lideranças comunitárias e sociais; defensoras de direitos humanos; representantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil; e ativistas e demais mulheres que exerçam atuação política ou pública, ainda que não sejam candidatas ou eleitas.</p>

<h2>Casos reais</h2>

<p>A Agência Brasil relembra casos em que a ameaça às mulheres ultrapassou o desestímulo à carreira política e chegou ao risco real e iminente à vida e aos corpos das mulheres que ocupam espaços de poder.</p>

<ul>
	<li>O assassinato a tiros da vereadora Marielle Franco, mulher negra e LGBTQIA+, em março de 2018, em via pública do Rio de Janeiro.</li>
	<li>A deputada estadual de São Paulo, Isa Penna, apalpada na região do seio pelo também deputado Fernando Cury, durante sessão na Assembleia Legislativa paulista (Alesp), em dezembro de 2020. O ex-deputado foi condenado por importunação sexual.</li>
	<li>A deputada federal Maria do Rosário, em 2014, ouviu do então deputado federal Jair Bolsonaro, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, que a parlamentar não mereceria ser estuprada por ser “muito feia” e que não fazia seu “tipo”. </li>
	<li>A retirada da escolta armada da deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ), em julho deste ano, mesmo sob ameaça de milicianos.</li>
</ul>

<p>As interrupções sistemáticas das falas denunciadas pelas senadoras Simone Tebet e Soraya Thronicke (PSB-MS) e rótulo de “nervosas” dado durante as sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito] da covid-19, em 2021, no Senado Federal.</p>

<h2>Onde buscar orientação e denunciar</h2>

<p>Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência deste crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial. Entre eles estão:</p>

<ul>
	<li>Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: atendimento gratuito, humanizado e sigiloso, 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e por videochamada em Libras;</li>
	<li>Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público;</li>
	<li>Procuradoria-Geral Eleitoral, por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal;</li>
	<li>Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);</li>
	<li>Polícia Federal, por meio do canal Comunica PF e nas delegacias de Polícia nos estados;</li>
	<li>Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União (DPU),  para assistência e orientação jurídica.</li>
	<li>Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do telefone 190.</li>
</ul>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 19:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Entidades sugerem políticas de proteção a crianças e adolescentes</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/entidades-sugerem-politicas-de-protecao-a-criancas-e-adolescentes</link>
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<description>Documentos apresentam sugestões para áreas como educação, saúde, primeira infância, enfrentamento das violências e profissionalização.</description>
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<media:description type="plain">© Wilson Dias/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
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<content:encoded><![CDATA[<p>Organizações da sociedade civil entregaram aos candidatos à Presidência da República e aos governos dos estados propostas de políticas públicas e metas para proteção a crianças e adolescentes. O movimento, chamado Agenda 227, é composto por mais de 520 entidades de diferentes áreas.</p>

<p>São dois documentos distintos, um voltado aos candidatos a presidente e outro voltado aos candidatos aos governos estaduais. Ambos apresentam sugestões para áreas como educação, saúde, primeira infância, enfrentamento das violências e profissionalização.</p>

<p>O documento relata que crianças e adolescentes de vários perfis, como negros, indígenas, imigrantes, residentes nas regiões Norte e Nordeste e nas periferias urbanas estão mais expostos à pobreza, insegurança alimentar, violência, baixa oferta de serviços públicos e riscos climáticos.</p>


<p>“Essa realidade evidencia que ainda há uma distância significativa a ser percorrida para alcançarmos o que determina a Constituição Federal - a prioridade absoluta dos direitos de crianças e adolescentes - para toda a população de 0 a 17 anos”, ressalta o documento voltado aos candidatos a presidente da República.</p>


<p>O objetivo da Agenda 227 é sugerir políticas de democratização da saúde, educação e segurança a todas as crianças e adolescentes do país e combater o preconceito de gênero, cor, origem e classe social.</p>

<p>“A experiência recente demonstra que avanços consistentes são possíveis quando há cooperação entre os entes federativos, definição clara de prioridades e fortalecimento das capacidades institucionais”, defende o movimento na carta aos candidatos a governador.</p>

<h2>Agenda 227</h2>

<p>O nome Agenda 227 é inspirado no Artigo 227 da Constituição Federal, que define que é dever da família, da sociedade e do Estado garantir à criança e ao adolescente o direito à vida, saúde, educação, lazer, dignidade e respeito, entre outros.</p>

<p>Entre as entidades integrantes do movimento estão a Aliança Nacional LGBTI+; Andi – Comunicação e Direitos; Childhood Brasil; Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças; Coalizão pela Socioeducação; Fundação Itaú; Geledés – Instituto da Mulher Negra; Instituto Alana; Instituto Liberta; RNPI – Rede Nacional Primeira Infância e United Way Brasil.</p>]]></content:encoded>
<category>Política</category>
<dc:creator>Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 18:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Observadores internacionais chegam ao Brasil para monitorar eleições</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/observadores-internacionais-chegam-ao-brasil-para-monitorar-eleicoes</link>
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<description>
                    
				Delegações de organizações internacionais convidadas como observadoras independentes do processo eleitoral brasileiro já começaram a chegar ao Brasil. O objetivo é que essas instituições avaliem a integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas eleitorais.

Mais de 140 observadores de sete organizações internacionais vão acompanhar a preparação, a votação e a apuração nesse domingo (4):


	Organização dos Estados Americanos (OEA);
	Parlamento do Mercosul (Parlasul);
	União Europeia;
	Liga dos Estados Árabes (LEA);
	Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP);
	União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore); e
	Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).


OEA

Notícias relacionadas:TSE autoriza participação de observadores nas eleições de outubro.Só a Missão de Observação Eleitoral da OEA é composta por 91 observadores de 23 países e vão acompanhar o processo eleitoral em 20 estados e no Distrito Federal. 

O grupo é chefiado pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, José Miguel Insulza. Hoje, parte da delegação se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

Na quarta-feira (30), os observadores se encontraram com técnicos e com integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro.

Segundo a OEA, entre os integrantes da delegação há especialistas com capacidade de observar aspectos como organização e logística eleitoral, implementação de tecnologia, justiça eleitoral, financiamento político e eleitoral, violência, campanhas, mídia, comunicação digital, entre outros temas.

Parlasul

A Missão de Observação Eleitoral do Parlamento do Mercosul (Parlasul) chegou ao Brasil no dia 29 de setembro. O grupo, chefiado pelo parlamentar argentino Raul Bittel, se reuniu com consultores legislativos do Senado Federal e com o chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim.

O Parlasul destacou que a Missão terá caráter técnico, neutro e não intervencionista e que vai respeitar “a soberania nacional, a legislação eleitoral brasileira e as atribuições das autoridades competentes, em conformidade com os princípios de independência, objetividade, transparência e imparcialidade que orientam a observação eleitoral internacional”.

Afirmou ainda que as informações coletadas serão sistematizadas em um relatório técnico, que apresentará eventuais recomendações destinadas ao aprimoramento dos procedimentos eleitorais e ao intercâmbio de boas práticas entre os países da região.

The Carter Center

Observadores da organização The Carter Center também já estão no Brasil e se reuniram com integrantes do TSE. A delegação é liderada pela consultora sênior do The Carter Center para a América Latina e o Caribe, Jennie Lincoln, e conta com outros quatro observadores de Portugal, Alemanha e Estados Unidos.

Segundo a organização, os observadores vão se concentrar em aspectos como tecnologia eleitoral, marco jurídico da administração eleitoral e educação do eleitor.

“Dada a importância dessas eleições — não apenas para o Brasil, mas para todo o hemisfério —, esperamos que nossa missão fortaleça a transparência do processo eleitoral e ajude os brasileiros a avaliar a integridade de suas eleições”, disse Jennie Lincoln.

The Carter Center é uma organização sem fins lucrativos fundada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e pela ex primeira-dama Rosalynn Carter. Tem como principais objetivos a promoção da democracia, resolução de conflitos e promoção da saúde global.

Missões de Observadores Nacionais

Além das organizações internacionais convidadas formalmente, entidades nacionais da sociedade civil e governos estrangeiros também poderão participar como observadores nas eleições, desde que tenham feito um pedido ao TSE.

Instituições como o Transparência Eleitoral Brasil, Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana estão entre os credenciados para atuarem como observadores eleitorais.

 </description>
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<content:encoded><![CDATA[
                    
				Delegações de organizações internacionais convidadas como observadoras independentes do processo eleitoral brasileiro já começaram a chegar ao Brasil. O objetivo é que essas instituições avaliem a integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas eleitorais.

Mais de 140 observadores de sete organizações internacionais vão acompanhar a preparação, a votação e a apuração nesse domingo (4):


	Organização dos Estados Americanos (OEA);
	Parlamento do Mercosul (Parlasul);
	União Europeia;
	Liga dos Estados Árabes (LEA);
	Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP);
	União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore); e
	Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).


OEA

Notícias relacionadas:TSE autoriza participação de observadores nas eleições de outubro.Só a Missão de Observação Eleitoral da OEA é composta por 91 observadores de 23 países e vão acompanhar o processo eleitoral em 20 estados e no Distrito Federal. 

O grupo é chefiado pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, José Miguel Insulza. Hoje, parte da delegação se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

Na quarta-feira (30), os observadores se encontraram com técnicos e com integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro.

Segundo a OEA, entre os integrantes da delegação há especialistas com capacidade de observar aspectos como organização e logística eleitoral, implementação de tecnologia, justiça eleitoral, financiamento político e eleitoral, violência, campanhas, mídia, comunicação digital, entre outros temas.

Parlasul

A Missão de Observação Eleitoral do Parlamento do Mercosul (Parlasul) chegou ao Brasil no dia 29 de setembro. O grupo, chefiado pelo parlamentar argentino Raul Bittel, se reuniu com consultores legislativos do Senado Federal e com o chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim.

O Parlasul destacou que a Missão terá caráter técnico, neutro e não intervencionista e que vai respeitar “a soberania nacional, a legislação eleitoral brasileira e as atribuições das autoridades competentes, em conformidade com os princípios de independência, objetividade, transparência e imparcialidade que orientam a observação eleitoral internacional”.

Afirmou ainda que as informações coletadas serão sistematizadas em um relatório técnico, que apresentará eventuais recomendações destinadas ao aprimoramento dos procedimentos eleitorais e ao intercâmbio de boas práticas entre os países da região.

The Carter Center

Observadores da organização The Carter Center também já estão no Brasil e se reuniram com integrantes do TSE. A delegação é liderada pela consultora sênior do The Carter Center para a América Latina e o Caribe, Jennie Lincoln, e conta com outros quatro observadores de Portugal, Alemanha e Estados Unidos.

Segundo a organização, os observadores vão se concentrar em aspectos como tecnologia eleitoral, marco jurídico da administração eleitoral e educação do eleitor.

“Dada a importância dessas eleições — não apenas para o Brasil, mas para todo o hemisfério —, esperamos que nossa missão fortaleça a transparência do processo eleitoral e ajude os brasileiros a avaliar a integridade de suas eleições”, disse Jennie Lincoln.

The Carter Center é uma organização sem fins lucrativos fundada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e pela ex primeira-dama Rosalynn Carter. Tem como principais objetivos a promoção da democracia, resolução de conflitos e promoção da saúde global.

Missões de Observadores Nacionais

Além das organizações internacionais convidadas formalmente, entidades nacionais da sociedade civil e governos estrangeiros também poderão participar como observadores nas eleições, desde que tenham feito um pedido ao TSE.

Instituições como o Transparência Eleitoral Brasil, Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana estão entre os credenciados para atuarem como observadores eleitorais.

 ]]></content:encoded>
<category>Internacional</category>
<dc:creator>Iara Balduino – repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>INSS pagará benefício a mulheres afastadas por violência doméstica</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/inss-pagara-beneficio-a-mulheres-afastadas-por-violencia-domestica</link>
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<description>Medida prevista em parecer da AGU preenche lacuna da Lei Maria da Penha, que determina a permanência do vínculo empregatício da vítima, mas não esclarece sobre o salário.</description>
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<media:description type="plain">© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil</media:description>
</media:content>
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<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres vítimas de violência doméstica que conseguirem, na Justiça, medida protetiva de afastamento do trabalho vão receber benefício pago via Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).</p>

<p>O parecer que garante o afastamento remunerado, elaborado pela Advocacia-Geral da União (AGU), foi assinado nesta quinta-feira (1º) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.</p>

<p>Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência informou que o documento incorpora às regras da administração pública federal decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu que, quando a Justiça determinar o afastamento da mulher do local de trabalho como medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha, a trabalhadora deve continuar recebendo renda durante o período, que pode chegar a seis meses.</p>

<p>“O entendimento do STF abrange as seguradas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e também prevê proteção de natureza assistencial para as mulheres sem vínculo previdenciário”, informou a pasta.</p>

<h2>Entenda</h2>

<p>A Lei Maria da Penha permite, como medida protetiva, que o juiz afaste a mulher do trabalho por até seis meses, mantendo o vínculo de emprego. A lei, porém, não especificava quem pagaria o salário nesse período.</p>


<p>“A incerteza sobre o recebimento da remuneração fazia com que muitas mulheres tivessem que optar entre a segurança e o próprio sustento”, destacou a Secom.</p>


<p>O STF julgou a questão em junho deste ano e estabeleceu que o empregador é responsável pelos 15 primeiros dias de afastamento e o INSS, pelo restante. Nos casos sem relação de emprego, como contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, o INSS paga o benefício integralmente.</p>

<p>Conforme a legislação, a mulher afastada não precisa cumprir período de carência para receber o benefício. Também não há desconto de contribuição previdenciária sobre o valor recebido, e o período é computado como tempo de contribuição para a aposentadoria.</p>

<p>Para mulheres que não são seguradas da Previdência, o STF estabeleceu que o pagamento tem natureza assistencial. Nesse caso, o pagamento será pago pelo estado, pelo Distrito Federal ou pelo município indicado pelo juiz.</p>

<h2>Orientação administrativa</h2>

<p>A Secom destacou que, embora tenha estabelecido linhas gerais para o afastamento remunerado, a decisão do STF legalmente obrigava apenas juízes e tribunais.</p>


<p>“Isso poderia levar ao cenário em que, na falta de uma orientação administrativa estabelecida pelo Poder Executivo, cada mulher poderia ter que entrar com nova ação judicial para receber os valores. É esta lacuna que o parecer vinculante vem preencher.”</p>


<p>O documento da AGU assinado hoje assimila a decisão do STF à administração pública federal, tornando obrigatória a concessão do afastamento remunerado quando este for determinado judicialmente como medida protetiva às vítimas de violência doméstica. </p>


<p>“Na prática, basta que o juiz emita a decisão da medida protetiva para que o INSS realize o pagamento, sem nova perícia ou análise do direito, verificando apenas se a mulher é segurada”, reforçou a Secom.</p>


<h2>Atendimento prioritário e sigiloso</h2>

<p>Após a publicação do parecer, o Ministério da Previdência Social e o INSS terão até 15 dias para regulamentar o pagamento, com garantia de atendimento prioritário e sigiloso a vítimas de violência, inclusive via Meu INSS.</p>

<p>Ainda de acordo com a Secom, o INSS cobrará do agressor, por meio de ação regressiva, os valores pagos à vítima. A cobrança será feita por meio de ação judicial apresentada pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da AGU responsável por representar as autarquias e fundações federais.</p>]]></content:encoded>
<category>Direitos Humanos</category>
<dc:creator>Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Eleições: propagandas gratuitas de candidatos terminam nesta quinta</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/eleicoes-propagandas-gratuitas-de-candidatos-terminam-nesta-quinta</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/eleicoes-propagandas-gratuitas-de-candidatos-terminam-nesta-quinta</guid>
<description>Também ficam vedadas a partir de hoje publicações e republicações de conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial usando a imagem de pessoa pública.</description>
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<media:description type="plain">© Paulo Pinto/Agência Brasil</media:description>
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<content:encoded><![CDATA[<p>A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o 1º turno das Eleições 2026 termina nesta quinta-feira (1º). As inserções começaram a ser veiculadas no dia 28 de agosto em horários reservados nas emissoras e também ao longo da programação. </p>

<p>O Tribunal Superior Eleitoral disse que o encerramento da propaganda gratuita ocorre juntamente com outros prazos da campanha eleitoral, a exemplo do prazo para realização de comícios e para a utilização de aparelhagem de sonorização fixa, das 8h às 24h.</p>

<p>Também termina nesta quinta-feira o prazo para a realização de debates no rádio e na TV. Os debates poderão se estender até as 7h de sexta-feira (2).  </p>

<h2>IA</h2>

<p>O TSE informou ainda que a partir de hoje ficam vedadas, até 24 horas após o término da votação, a publicação e a republicação, ainda que gratuitas, e o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA) ou tecnologias equivalentes que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidata, candidato ou pessoa pública.</p>

<p>A regra vale mesmo quando o conteúdo estiver identificado e atender às demais exigências previstas na legislação eleitoral. </p>

<h2>Votação</h2>

<p>A votação do 1º turno das Eleições 2026 será realizado no domingo (4), quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e deputados distritais.</p>

<p>Para consultar o local de votação, os eleitores podem utilizar o aplicativo e-Título, acessando a opção “Onde votar”. </p>

<p>O aplicativo apresenta as informações do local de votação, incluindo endereço, zona e seção eleitoral. O aplicativo também pode mostrar a rota até o local. </p>

<p>Também é possível saber o endereço no site do TSE, no Autoatendimento Eleitoral – Título Net. Basta acessar a opção “Consultas” e, depois, “Onde votar”. O sistema solicita os dados necessários para apresentar as informações eleitorais. </p>

<h2>2º turno</h2>

<p>Apenas para os cargos de presidente da República e governador poderá haver o 2º turno. A nova votação ocorre quando nenhuma candidatura obtiver mais da metade dos votos válidos (excluídos os votos em branco e os nulos). </p>

<p>Nas localidades em que houver 2º turno, a votação será realizada em 25 de outubro. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para essa etapa será veiculada de 9 a 23 de outubro.  </p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Carne brasileira passa a pagar tarifa de 67% para entrar na China</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/carne-brasileira-passa-a-pagar-tarifa-de-67-para-entrar-na-china</link>
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<description>A medida preocupa frigoríficos e pecuaristas, que já avaliam antecipar abates e embarques para aproveitar a cota de 2027.</description>
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<media:description type="plain">© Arquivo/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
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<content:encoded><![CDATA[<p>A carne bovina brasileira pagará uma tarifa total de 67% para entrar no mercado chinês a partir desta quinta-feira (1º). Uma cobrança adicional de 55% se somará à tarifa regular de 12%, uma vez que o Brasil esgotou a cota anual de exportações estipulada pelo país asiático.</p>

<p>A medida preocupa frigoríficos e pecuaristas, que já avaliam antecipar abates e embarques para aproveitar a cota de 2027.</p>

<p>O Brasil atingiu o limite de 1,106 milhão de toneladas previsto para 2026. Para o próximo ano, a cota sobe para 1,128 milhão de toneladas, mas representantes do setor estimam que o novo limite possa ser alcançado em março ou abril de 2027.</p>

<h2>Impacto imediato</h2>

<p>O país asiático é o principal destino da carne bovina brasileira e ganhou espaço significativo nas exportações do setor na última década.</p>

<p>De 2016 a 2025, o Brasil enviou 8,2 milhões de toneladas de carne bovina à China, movimentando US$ 42,3 bilhões. O volume saltou de 164,9 mil toneladas, em 2016, para 1,6 milhão de toneladas, em 2025.</p>

<p>A concentração das vendas no mercado chinês aumenta a preocupação do setor com os efeitos da sobretaxa sobre o fluxo de caixa dos frigoríficos.</p>

<h2>Estratégia para 2027</h2>

<p>Diante da perspectiva de esgotamento rápido da próxima cota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) discute a possibilidade de que as empresas antecipem a produção e os embarques:</p>

<ul>
	<li>abates podem ser realizados ainda em outubro;</li>
	<li>embarques estão previstos para novembro;</li>
	<li>a viagem marítima entre os dois países leva de 40 a 45 dias;</li>
	<li>a expectativa é que a carne chegue à China em janeiro de 2027.</li>
</ul>

<p>A estratégia permitiria utilizar a cota do próximo ano logo no início de sua vigência. O ritmo das compras chinesas, porém, também será determinante para os negócios.</p>

<h2>Pressão sobre frigoríficos</h2>

<p>Segundo a Abiec, os efeitos da restrição começaram antes do esgotamento oficial da cota. Nos últimos meses, frigoríficos reduziram as vendas para a China e precisaram buscar compradores em outros mercados.</p>

<p>A entidade também voltou a discutir com o governo uma divisão da cota de 2027 entre os frigoríficos. A proposta busca distribuir os embarques ao longo do ano e evitar que poucas empresas concentrem o volume disponível.</p>

<p>Na terça-feira (29), a China autorizou mais duas unidades brasileiras a exportar carne bovina: uma de Minas Gerais e outra de Pernambuco.</p>

<h2>Protecionismo chinês</h2>

<p>A China adotou o sistema de cotas como medida de proteção ao mercado interno diante do aumento das importações. A sobretaxa não é exclusiva ao Brasil e afeta outros fornecedores.</p>

<p>O mercado chinês enfrenta ainda um cenário de preços mais baixos da carne bovina e aumento da oferta doméstica. As importações chinesas do produto cresceram de menos de 1,5 milhão de toneladas, em 2018, para cerca de 2,8 milhões de toneladas nos anos recentes.</p>

<p>O Brasil passou a responder por mais de 40% do volume importado pela China.</p>

<p>A mudança ocorre em um momento de maior atenção do setor brasileiro às condições de acesso ao mercado chinês. A Abiec estima que as exportações totais de carne bovina do Brasil em 2026 recuem cerca de 10% em relação a 2025, num cenário que também inclui restrições adotadas pela União Europeia.</p>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Itaquera ganha nova ligação viária entre ruas Cristóvão de Salamanca e Agrimensor Sugaya</title>
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<description>Obra de R$ 19,8 milhões tem 200 metros, quatro faixas de circulação e nova estrutura de drenagem</description>
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<media:description type="plain">Imagem: Divulgação / SIURB - Prefeitura de SP</media:description>
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<content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova ligação viária entre as ruas Cristóvão de Salamanca e Agrimensor Sugaya foi entregue nesta quinta-feira (1º), em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. A obra, realizada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), recebeu investimento de R$ 19,8 milhões e amplia a conexão viária da região.</p>
<p>Com 200 metros de extensão, o trecho possui duas faixas de circulação em cada sentido e permite o deslocamento tanto em direção ao bairro quanto à Avenida Jacu Pêssego. A estrutura também recebeu calçadas acessíveis e nova sinalização viária, com o objetivo de melhorar as condições de circulação para motoristas e pedestres.</p>
<p>A intervenção é apontada como uma reivindicação antiga de moradores e facilita a ligação entre regiões como Guaianases, São Mateus, Barro Branco e Cidade Tiradentes. A expectativa é de maior fluidez no trânsito e redução do tempo de deslocamento para quem utiliza o novo trecho.</p>
<p>Além da implantação do viário, o contrato incluiu 290 metros de rede de drenagem. Foram instalados novos ramais para captação de águas pluviais, bocas de lobo e poços de visita, estruturas destinadas a melhorar o escoamento da água da chuva e facilitar os serviços de manutenção.</p>
<p>A entrega integra as ações da Prefeitura voltadas à ampliação da infraestrutura urbana e da mobilidade na Zona Leste, com intervenções destinadas a melhorar a acessibilidade, a segurança viária e as condições de deslocamento na região.</p>]]></content:encoded>
<category>Cidade</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:33:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>GCM mobiliza mais de 3,2 mil agentes para segurança das eleições em São Paulo</title>
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<description>Na Zona Leste, 1.056 guardas atuarão em 132 escolas durante a preparação e o primeiro turno.</description>
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<media:description type="plain">Imagem ilustrativa: Acervo / SECOM - Prefeitura de SP</media:description>
</media:content>
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<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #333333; font-size: 18px; font-weight: 400; text-align: start;">Mais de 3,2 mil agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) serão empregados na mobilização de segurança do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para este domingo (04) em todo o país. Na capital paulista, a corporação atuará de forma integrada com a Justiça Eleitoral e as demais forças de segurança, com ações preventivas nos locais de votação e em outros espaços públicos.</p>
<p style="color: #333333; font-size: 18px; font-weight: 400; text-align: start;">Na Zona Leste, o Comando Operacional Leste (COP-L) contará com 1.056 agentes. O efetivo será distribuído pelas 132 unidades escolares da região que receberão urnas eletrônicas, com atuação durante a preparação dos locais e ao longo do período de votação.</p>
<p style="color: #333333; font-size: 18px; font-weight: 400; text-align: start;">O trabalho preventivo nas unidades de votação começará já no sábado (03). A atuação do efetivo tem foco preventivo em neutralizar atos de vandalismo, depredação ou qualquer ocorrência que ameace o patrimônio público e comprometa a segurança das escolas antes do início da recepção dos votos.</p>
<p style="color: #333333; font-size: 18px; font-weight: 400; text-align: start;">Ao longo do domingo (04), além das equipes escaladas para o apoio às eleições, a GCM manterá o patrulhamento contínuo todo espaço público da capital. Os agentes estarão atentos para coibir flagrantes de boca de urna, aliciamento de eleitores e outras infrações, garantindo que o cidadão exerça seu direito ao voto com total liberdade e tranquilidade.</p>
<p style="color: #333333; font-size: 18px; font-weight: 400; text-align: start;">A integração institucional respeita as competências de cada órgão e atende estritamente às orientações da Justiça Eleitoral, unindo a GCM às demais forças para preservar os espaços públicos, manter a ordem urbana e viabilizar a segurança logística necessária.</p>
<p style="color: #333333; font-size: 18px; font-weight: 400; text-align: start;">Esse planejamento de apoio também contempla o dia 25 de outubro, data prevista para a realização de um eventual segundo turno. O efetivo e os militares prestarão suporte à Justiça Eleitoral na distribuição e no recolhimento das urnas, além de assegurar a vigilância constante nos locais indicados pelo órgão eleitoral.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:16:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Fachin nega pedido para afastar Dino de ações sobre Flávio Bolsonaro</title>
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<description>Dino relata ação que investiga uso de emendas parlamentares para financiar o filme Dark Horse</description>
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<media:description type="plain">© Gustavo Moreno/STF</media:description>
</media:content>
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<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rejeitou pedido para afastar o ministro Flávio Dino do julgamento de processos contra o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).</p>

<p>Em decisão assinada nesta quinta-feira (1°), Fachin negou seguimento a uma arguição de suspeição protocolada pelo candidato. </p>

<p>Para Flávio, Dino deveria ser declarado suspeito para atuar como relator da investigação que trata da suposta utilização de emendas parlamentares para bancar o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, e de ações eleitorais, por ter ligação pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. </p>

<p>O despacho está em segredo de Justiça e os detalhes da decisão não foram divulgados.</p>

<h2>Processos</h2>

<p>Dino é relator da ação que apura se o deputado federal Mário Frias (PL-SP) enviou emendas de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse.</p>

<p>O parlamentar é apontado como produtor-executivo do filme.</p>

<p>Nesta semana, Dino também suspendeu a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou postagens que ligaram Flávio Bolsonaro a um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. </p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>André Richter - Repórter da Agência Brasil </dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 16:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Nova modalidade de renegociação de dívidas de MEI começa nesta quinta</title>
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<description>Prazo de adesão ao Desenrola MEI foi prorrogado para 29 de janeiro. As condições variam conforme o valor, a origem e o tipo da dívida.</description>
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<media:description type="plain">© Marcello Casal JrAgência Brasil</media:description>
</media:content>
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<content:encoded><![CDATA[<p>O governo federal ampliou as opções para microempreendedores individuais (MEIs) renegociarem dívidas e prorrogou até 29 de janeiro de 2027 o prazo de adesão ao Desenrola MEI. </p>

<p>A partir desta quinta-feira (1º), começa também uma nova modalidade para débitos de até cinco salários mínimos, atualmente equivalentes a R$ 8.105. Outra negociação será aberta para dívidas de MEIs com autarquias e fundações públicas federais.</p>

<p>As medidas foram anunciadas em conjunto pela Advocacia-Geral da União (AGU), pelo Ministério do Empreendedorismo (MEMP) e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). As condições variam conforme o valor, a origem e o tipo da dívida.</p>

<h2>Veja as opções</h2>

<p>Para facilitar a escolha da modalidade, as principais alternativas são:</p>

<ul>
	<li>Desenrola MEI Pequeno Valor: para dívidas de até R$ 8.105, com entrada de 5%, desconto de 50% sobre o saldo e pagamento em até 55 meses.</li>
	<li>Desenrola MEI: para dívidas de até R$ 20 mil inscritas na Dívida Ativa da União, com possibilidade de redução de até 100% de juros, multas e encargos legais.</li>
	<li>Negociação da PGF: para débitos de até R$ 8.105 com autarquias e fundações públicas federais, com desconto de 50% e parcelamento em até 60 meses.</li>
	<li>Transação geral da PGFN: para pessoas físicas e empresas com dívidas de até R$ 45 milhões, com condições prioritárias para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte.</li>
</ul>

<h2>Pequeno valor</h2>

<p>A nova modalidade do Desenrola MEI Pequeno Valor começa em 1º de outubro. Podem participar microempreendedores com débitos de até cinco salários mínimos, ou R$ 8.105.</p>

<p>As condições previstas são:</p>

<ul>
	<li>Entrada: 5% do valor da dívida, sem desconto;</li>
	<li>Desconto: 50% sobre o saldo restante;</li>
	<li>Parcelamento: até 55 meses.</li>
</ul>

<p>Segundo o governo, a dívida média dos MEIs é de aproximadamente R$ 3 mil. Com o limite de R$ 8.105, a modalidade pode alcançar grande parte dos mais de 3 milhões de microempreendedores que estão endividados.</p>

<p>O material divulgado pelo governo informa prazo de adesão até 31 de janeiro de 2027 para essa modalidade específica.</p>

<h2>Desenrola MEI</h2>

<p>Já o Desenrola MEI, destinado a dívidas de até R$ 20 mil inscritas na Dívida Ativa da União, teve o prazo de adesão prorrogado de 30 de setembro de 2026 para 29 de janeiro de 2027.</p>

<p>A modalidade permite:</p>

<ul>
	<li>redução de até 100% dos juros, multas e encargos legais;</li>
	<li>manutenção integral do valor principal da dívida;</li>
	<li>desconto limitado a 70% do valor total devido.</li>
</ul>

<h2>Dívidas federais</h2>

<p>Uma nova modalidade da Procuradoria-Geral Federal (PGF) será destinada a MEIs com dívidas de até R$ 8.105 com autarquias e fundações públicas federais.</p>

<p>Entre os órgãos abrangidos estão ANTT, DNIT, Incra, Anatel, ANP, FNDE e ICMBio. A negociação inclui débitos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa até 28 de setembro de 2025.</p>

<p>A adesão poderá ser feita de 16 de outubro de 2026 a 31 de março de 2027. Nessa modalidade, está previsto desconto de 50% sobre o valor consolidado da dívida, incluindo principal, juros, multas e encargos, com pagamento em até 60 meses.</p>

<h2>Transação da PGFN</h2>

<p>Os MEIs também poderão utilizar a transação geral da PGFN, que teve o prazo prorrogado até 29 de janeiro de 2027.</p>

<p>A modalidade é aberta a pessoas físicas e jurídicas com dívidas de até R$ 45 milhões. Para os MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, há condições prioritárias.</p>

<p>Podem ser negociados débitos inscritos em dívida ativa até 3 de março de 2026 ou, no caso da categoria de pequeno valor, até 1º de junho de 2025. Para os MEIs, o desconto pode chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, sem reduzir o valor principal. A redução, porém, está limitada a 70% do total da dívida.</p>

<p>Para o público geral e empresas maiores, o desconto máximo é de 65% do valor total devido.</p>

<h2>Como negociar</h2>

<p>A regularização dos débitos pode ser feita pelo portal Regularize, da PGFN. O procedimento envolve:</p>


	<li>Acessar: entrar no Regularize com o número do CNPJ.</li>
	<li>Consultar: selecionar a opção para consultar as dívidas inscritas.</li>
	<li>Simular: acessar a área de negociação para verificar descontos e parcelas disponíveis.</li>
	<li>Confirmar: aceitar a proposta, emitir o boleto da primeira parcela e efetuar o pagamento para validar o acordo.</li>


<h2>Números do programa</h2>

<p>O Brasil tem 17,56 milhões de MEIs ativos, dos quais mais de 3 milhões estão em situação de dívida.</p>

<p>Até 24 de setembro, o Desenrola MEI havia registrado:</p>

<ul>
	<li>411 mil: número de acordos realizados;</li>
	<li>R$ 1,26 bilhão: valor das dívidas antes dos descontos;</li>
	<li>R$ 757,25 milhões: valor a ser pago após os descontos;</li>
	<li>R$ 106,63 milhões: valor já recuperado pela União.</li>
</ul>]]></content:encoded>
<category>Economia</category>
<dc:creator>Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 16:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Bolívia prende procurador da República que investigava caso Cerimedo</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/bolivia-prende-procurador-da-republica-que-investigava-caso-cerimedo</link>
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<description>
                    
				Autoridades bolivianas prenderam, na noite dessa quarta-feira (30), o procurador-geral da República do país, Roger Mariaca. Ele atuava em investigação contra o operador digital argentino Fernando Cerimedo, que é acusado de tentativa de feminicídio, enriquecimento ilícito e tráfico de drogas. 

Ex-assessor dos presidentes da Bolívia, Rodrigo Paz, e da Argentina, Javier Milei, Cerimedo é ligado a grupos de direita na América Latina apoiados por Donald Trump. Ele também é próximo da família Bolsonaro e ficou conhecido no Brasil em 2022, quando participou da campanha para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.

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Zeballos e Mariaca estavam na lista de bolivianos que tiveram os vistos para entrada nos Estados Unidos (EUA) revogados pela administração de Donald Trump, na última segunda-feira (28). Ambos foram acusados por Washington de corrupção ou narcotráfico, sem que fossem apresentadas provas. 

Após as prisões, uma transmissão online ao vivo pelas redes sociais do Ministério Público boliviano denunciou o “sequestro” de Mariaca e Zeballos sem mandado judicial.

“O procurador-geral do Estado foi retido no Aeroporto de Viru Viru de maneira informal, sem qualquer documento ou ordem de prisão que pudesse esclarecer a razão dessas ações policiais ilegais que vêm ocorrendo em nosso país”, informou uma servidora não identificada em meio a policiais mascados. 

Acusações

O ministro do governo boliviano de Rodrigo Paz, Marco Antonio Oviedo, acusou o procurador-geral Roger Mariaca de liderar uma organização criminosa ligado ao tráfico de drogas.


“Foi desmantelada uma organização criminosa infiltrada no sistema de Justiça e na administração de uma instituição muito importante do nosso país — o Ministério Público —, a qual, sob a liderança de Roger Mariaca, transformou-se em uma organização criminosa voltada a proteger e incentivar o narcoterrorismo no país”, informou.


O ministro ainda divulgou imagens de policiais retirando diversos pacotes com dinheiro de um fundo falso de um veículo apontado como tendo relação com a residência de Mariaca. Oviedo ainda vinculou o grupo aos protestos que paralisaram a Bolívia por mais de 50 dias entre maio e junho deste ano que pediam a renúncia de Paz. 

Nomeado pelo governo anterior 

O procurador Roger Mariaca foi eleito pelo parlamento boliviano, em 2024, durante o governo de esquerda de Luiz Arce. Ele deveria cumprir um mandato de seis anos. Após as acusações do governo Trump contra ele, o Congresso da Bolívia convocou uma sessão para o próximo dia 5 de outubro para discutir a situação do Ministério Público.

Após ter o visto cancelado pelos EUA, o então procurador-geral Roger Mariaca sugeriu que a medida era uma retaliação pelas investigações que conduz, em especial, do caso Cerimedo.


“Sabemos também que algumas investigações têm implicações que transcendem as fronteiras nacionais. O caso denominado Cerimedo, por exemplo, gerou preocupações e repercussões em diferentes âmbitos políticos”, afirmou o procurador agora preso.


A defesa de Cerimedo nega as acusações alegando que o cliente é vítima de uma armação política.

O operador digital de lideranças latino-americanas foi apontado pela revista inglesa The Economist como “o homem do Maga na América Latina”, em alusão ao slogan político do presidente Donald Trump, Make America Great Again (Faça a América Grande de Novo). 

Motivação política e narcotráfico

Especialista em política dos EUA para América Latina, a professora em relações internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou à Agência Brasil que a ação contra as autoridades bolivianas, com o apoio do governo dos EUA, teve objetivo político.  

“De modo geral, o combate às drogas por parte dos EUA na América Latina é e sempre foi político. Você ter a retirada de visto de um procurador que, coincidentemente, estava justamente analisando toda a rede da extrema-direita na região nos indica muito sobre a dimensão política desse tipo de ação dos EUA”, disse.

Ela acrescentou que o interesse dos EUA nunca foi de combater o narcotráfico na região.


“Os EUA hoje vivem uma epidemia absurda de opioides que, até pouco tempo atrás, foi mais promovida por empresas farmacêuticas estadunidenses. Portanto, o objetivo não é combater o tráfico, é desestabilizar forças contrárias aos interesses econômicos, simbólicos e estratégicos dos EUA na América Latina”, acrescentou Vidal.


O especialista em política boliviana, professor Salvador Schavelzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ponderou que não tem elementos para avaliar a legalidade da operação boliviana, ou dos supostos indícios contra Mariaca. Entretanto, lembra que o narcotráfico no país estaria infiltrado em diversas instituições.


“O Poder, ao mesmo tempo, está conectado com o narcotráfico e joga na tentativa de se mostrar na luta contra o mesmo. Isso é uma constante desde a década de 1970 em áreas como o Poder Judiciário, alfândega, poder político e poder policial. O narcotráfico percorre a sociedade com todos os setores”, comentou Schavelzon.


Procurador na mira dos EUA

Ao anunciar a restrição aos vistos de autoridades da Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, o governo Trump informou que a ação teve o objetivo de apoiar os aliados da Casa Branca.


“O Departamento de Estado está tomando medidas imediatas para impor restrições de visto sob esta política, em apoio aos demais participantes do Escudo das Américas”, diz documento desta semana.


O Escudo das Américas, liderado pelo governo Trump, reúne 14 países latino-americanos, tendo sido criado para, supostamente, combater os cartéis. Por outro lado, especialistas apontam interesse econômico na iniciativa para barrar a influência da China na região. 

Questionado se a operação contra o procurador-geral nomeado no governo anterior teve participação dos EUA, o ministro do atual governo, Marco Antonio Oviedo, disse que a ação foi conduzida pela política local, mas com apoio de outros países.


“Devo agradecer pela cooperação do governo americano que, por meio das suas agências, cooperam na luta contra o narcoterrorismo. O mesmo com os países da União Europeia e o mesmo com os países vizinhos com os quais temos fronteiras”, respondeu.


Caso Cerimedo

O operador digital de líderes da direita latino-americana, o argentino Fernando Cerimedo, foi preso na Bolívia, em agosto deste ano, acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Nadia Beller, sendo investigado também por tráfico de drogas e enriquecimento ilícito.

No Brasil, o argentino se tornou conhecido em 2022 por ter participado de transmissão ao vivo na internet, na qual sustentava, sem provas, que o resultado das eleições presidenciais no Brasil tinha sido fraudado.

Em fevereiro de 2026, o marketeiro digital ganhou o prêmio de “consultor político hispânico do ano”, da organização Latino Wall Street, em cerimônia realizada na residência do presidente dos EUA, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.

Cerimedo recebeu o prêmio das mãos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado por coação no curso de processo judicial por ter articulado, junto à Casa Branca, o tarifaço contra o Brasil para evitar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante as investigações contra Cerimedo, foi encontrada uma &quot;fazenda de cliques&quot; em um endereço ligado ao argentino, na Bolívia, usada para mobilizar robôs nas redes sociais. </description>
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<content:encoded><![CDATA[
                    
				Autoridades bolivianas prenderam, na noite dessa quarta-feira (30), o procurador-geral da República do país, Roger Mariaca. Ele atuava em investigação contra o operador digital argentino Fernando Cerimedo, que é acusado de tentativa de feminicídio, enriquecimento ilícito e tráfico de drogas. 

Ex-assessor dos presidentes da Bolívia, Rodrigo Paz, e da Argentina, Javier Milei, Cerimedo é ligado a grupos de direita na América Latina apoiados por Donald Trump. Ele também é próximo da família Bolsonaro e ficou conhecido no Brasil em 2022, quando participou da campanha para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.

Notícias relacionadas:EUA destinam US$ 1 milhão para campanha contra STF, diz revista.EUA tiram visto de procurador que investiga ex-assessor de Milei.Autorregulação da IA de Trump é carta branca a big tech, diz professor.Além do chefe do Ministério Público da Bolívia, a polícia prendeu, até a manhã desta quinta-feira (1º), outras 13 autoridades do país sob acusações tráfico de drogas e organização criminosa, incluindo o ex-ministro do governo anterior, Eduardo Del Castillo, e o procurador do departamento de Santa Cruz, Alberto Zeballos.

Zeballos e Mariaca estavam na lista de bolivianos que tiveram os vistos para entrada nos Estados Unidos (EUA) revogados pela administração de Donald Trump, na última segunda-feira (28). Ambos foram acusados por Washington de corrupção ou narcotráfico, sem que fossem apresentadas provas. 

Após as prisões, uma transmissão online ao vivo pelas redes sociais do Ministério Público boliviano denunciou o “sequestro” de Mariaca e Zeballos sem mandado judicial.

“O procurador-geral do Estado foi retido no Aeroporto de Viru Viru de maneira informal, sem qualquer documento ou ordem de prisão que pudesse esclarecer a razão dessas ações policiais ilegais que vêm ocorrendo em nosso país”, informou uma servidora não identificada em meio a policiais mascados. 

Acusações

O ministro do governo boliviano de Rodrigo Paz, Marco Antonio Oviedo, acusou o procurador-geral Roger Mariaca de liderar uma organização criminosa ligado ao tráfico de drogas.


“Foi desmantelada uma organização criminosa infiltrada no sistema de Justiça e na administração de uma instituição muito importante do nosso país — o Ministério Público —, a qual, sob a liderança de Roger Mariaca, transformou-se em uma organização criminosa voltada a proteger e incentivar o narcoterrorismo no país”, informou.


O ministro ainda divulgou imagens de policiais retirando diversos pacotes com dinheiro de um fundo falso de um veículo apontado como tendo relação com a residência de Mariaca. Oviedo ainda vinculou o grupo aos protestos que paralisaram a Bolívia por mais de 50 dias entre maio e junho deste ano que pediam a renúncia de Paz. 

Nomeado pelo governo anterior 

O procurador Roger Mariaca foi eleito pelo parlamento boliviano, em 2024, durante o governo de esquerda de Luiz Arce. Ele deveria cumprir um mandato de seis anos. Após as acusações do governo Trump contra ele, o Congresso da Bolívia convocou uma sessão para o próximo dia 5 de outubro para discutir a situação do Ministério Público.

Após ter o visto cancelado pelos EUA, o então procurador-geral Roger Mariaca sugeriu que a medida era uma retaliação pelas investigações que conduz, em especial, do caso Cerimedo.


“Sabemos também que algumas investigações têm implicações que transcendem as fronteiras nacionais. O caso denominado Cerimedo, por exemplo, gerou preocupações e repercussões em diferentes âmbitos políticos”, afirmou o procurador agora preso.


A defesa de Cerimedo nega as acusações alegando que o cliente é vítima de uma armação política.

O operador digital de lideranças latino-americanas foi apontado pela revista inglesa The Economist como “o homem do Maga na América Latina”, em alusão ao slogan político do presidente Donald Trump, Make America Great Again (Faça a América Grande de Novo). 

Motivação política e narcotráfico

Especialista em política dos EUA para América Latina, a professora em relações internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou à Agência Brasil que a ação contra as autoridades bolivianas, com o apoio do governo dos EUA, teve objetivo político.  

“De modo geral, o combate às drogas por parte dos EUA na América Latina é e sempre foi político. Você ter a retirada de visto de um procurador que, coincidentemente, estava justamente analisando toda a rede da extrema-direita na região nos indica muito sobre a dimensão política desse tipo de ação dos EUA”, disse.

Ela acrescentou que o interesse dos EUA nunca foi de combater o narcotráfico na região.


“Os EUA hoje vivem uma epidemia absurda de opioides que, até pouco tempo atrás, foi mais promovida por empresas farmacêuticas estadunidenses. Portanto, o objetivo não é combater o tráfico, é desestabilizar forças contrárias aos interesses econômicos, simbólicos e estratégicos dos EUA na América Latina”, acrescentou Vidal.


O especialista em política boliviana, professor Salvador Schavelzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ponderou que não tem elementos para avaliar a legalidade da operação boliviana, ou dos supostos indícios contra Mariaca. Entretanto, lembra que o narcotráfico no país estaria infiltrado em diversas instituições.


“O Poder, ao mesmo tempo, está conectado com o narcotráfico e joga na tentativa de se mostrar na luta contra o mesmo. Isso é uma constante desde a década de 1970 em áreas como o Poder Judiciário, alfândega, poder político e poder policial. O narcotráfico percorre a sociedade com todos os setores”, comentou Schavelzon.


Procurador na mira dos EUA

Ao anunciar a restrição aos vistos de autoridades da Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, o governo Trump informou que a ação teve o objetivo de apoiar os aliados da Casa Branca.


“O Departamento de Estado está tomando medidas imediatas para impor restrições de visto sob esta política, em apoio aos demais participantes do Escudo das Américas”, diz documento desta semana.


O Escudo das Américas, liderado pelo governo Trump, reúne 14 países latino-americanos, tendo sido criado para, supostamente, combater os cartéis. Por outro lado, especialistas apontam interesse econômico na iniciativa para barrar a influência da China na região. 

Questionado se a operação contra o procurador-geral nomeado no governo anterior teve participação dos EUA, o ministro do atual governo, Marco Antonio Oviedo, disse que a ação foi conduzida pela política local, mas com apoio de outros países.


“Devo agradecer pela cooperação do governo americano que, por meio das suas agências, cooperam na luta contra o narcoterrorismo. O mesmo com os países da União Europeia e o mesmo com os países vizinhos com os quais temos fronteiras”, respondeu.


Caso Cerimedo

O operador digital de líderes da direita latino-americana, o argentino Fernando Cerimedo, foi preso na Bolívia, em agosto deste ano, acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Nadia Beller, sendo investigado também por tráfico de drogas e enriquecimento ilícito.

No Brasil, o argentino se tornou conhecido em 2022 por ter participado de transmissão ao vivo na internet, na qual sustentava, sem provas, que o resultado das eleições presidenciais no Brasil tinha sido fraudado.

Em fevereiro de 2026, o marketeiro digital ganhou o prêmio de “consultor político hispânico do ano”, da organização Latino Wall Street, em cerimônia realizada na residência do presidente dos EUA, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.

Cerimedo recebeu o prêmio das mãos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado por coação no curso de processo judicial por ter articulado, junto à Casa Branca, o tarifaço contra o Brasil para evitar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante as investigações contra Cerimedo, foi encontrada uma "fazenda de cliques" em um endereço ligado ao argentino, na Bolívia, usada para mobilizar robôs nas redes sociais. ]]></content:encoded>
<category>Internacional</category>
<dc:creator>Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Dino declara perda de objeto em pedido de Tabet sobre Nossa Senhora </title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/dino-declara-perda-de-objeto-em-pedido-de-tabet-sobre-nossa-senhora</link>
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<description>Ministro entendeu que pedido de garantia de liberdade de expressão foi atendido após o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter decidido, na quarta (30), liberar a publicação.</description>
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<media:description type="plain">© Gustavo Moreno/STF</media:description>
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<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (1º) encerrar o processo em que o humorista Antonio Tabet pedia a garantia de sua liberdade de expressão por meio da manutenção, em seu perfil nas redes sociais, de uma publicação sobre a santa católica Nossa Senhora Aparecida.</p>

<p>Dino entendeu ter havido a perda do objeto do pedido, após o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter decidido, na quarta (30), liberar a publicação.</p>

<p>Na postagem em questão, Tabet veiculou uma imagem da santa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.</p>

<p>O post se insere no contexto de mensagens nas redes sociais que levantavam a ligação de aliados de Flávio Bolsonaro com projetos passados de retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.</p>

<h2>Disputa de liminares</h2>

<p>A publicação inicialmente foi retirada do ar por ordem do ministro do TSE André Mendonça, que atendeu a pedido do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).</p>

<p>O magistrado entendeu que a publicação veiculava a informação falsa de que o presidenciável pretende destituir Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.</p>

<p>Tabet, então, reclamou no STF que a decisão de Mendonça havia cerceado sua liberdade de expressão. Dino chegou a proferir uma decisão favorável ao humorista, ponderando que a remoção do conteúdo dependeria de presumir como verdade que “família miliciana” estaria relacionada ao candidato Flávio Bolsonaro. O ministro Luiz Fux, entretanto, suspendeu a decisão.</p>

<p>A disputa de liminares sobre o caso terminou após o TSE marcar uma sessão virtual na quarta-feira, para que o plenário decidisse sobre o tema.</p>

<p>No julgamento, foi mantida a decisão de Mendonça, no sentido de reconhecer como desinformação a ligação de Flávio Bolsonaro a ataques a Nossa Senhora Aparecida. A maioria, contudo, decidiu liberar a publicação específica de Tabet.</p>

<p>Com essa decisão, Dino considerou não haver mais o que julgar no STF.</p>]]></content:encoded>
<category>Justiça</category>
<dc:creator>Felipe Pontes - repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Rede municipal amplia atendimento e acompanhamento de idosos em São Paulo</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/rede-municipal-amplia-atendimento-e-acompanhamento-de-idosos-em-sao-paulo</link>
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<description>Mais de 2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem na capital; serviços incluem UBSs, unidades especializadas e atendimento domiciliar</description>
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<media:description type="plain">Imagem: Divulgação / SMS - Prefeitura de SP</media:description>
</media:content>
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<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 2 milhões de pessoas com 60 anos ou mais vivem atualmente na cidade de São Paulo, o equivalente a 17,8% da população. Pela primeira vez, esse grupo supera numericamente os moradores com menos de 15 anos, que representam 17,1%. Para atender essa população, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mantém uma rede integrada que reúne diferentes serviços de acompanhamento, prevenção e assistência.</p>
<p>Um dos pontos de partida desse atendimento é a Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa na Atenção Básica (AMPI-AB), realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O instrumento identifica situações como risco de quedas, doenças crônicas e demências e permite classificar os pacientes como saudáveis, pré-frágeis ou frágeis. Entre 2021 e 2025, o número de avaliações passou de 153.261 para 2.609.071, crescimento superior a 1.600%.</p>
<figure><img class="img-fluid" src="https://www.jornalopaulistano.com.br/uploads/images/2026/10/post-xvrcchit.jpg" alt="Imagem: Divulgação / SMS - Prefeitura de SP" style="float: left;">
<figcaption><em><strong>Imagem: Divulgação / SMS - Prefeitura de SP</strong></em></figcaption>
</figure>
<p>A partir dos resultados, as equipes definem o acompanhamento de cada paciente. Os idosos saudáveis e pré-frágeis, que correspondem a cerca de 90% dos pacientes da rede municipal, são acompanhados nas próprias UBSs pelo Programa Nossos Idosos, responsável por mais de 5,1 milhões de atendimentos entre 2021 e o primeiro semestre de 2026. Já os casos de maior fragilidade podem ser encaminhados para uma das 14 Unidades de Referência à Saúde do Idoso (Ursis), que ampliaram de 109.874 para 215.992 o número de pacientes atendidos entre 2021 e 2025.</p>
<p>Quando há necessidade de acompanhamento domiciliar, entra em atuação o Programa de Acompanhante de Idosos (PAI). Atualmente, são 71 equipes multiprofissionais que fazem visitas periódicas, principalmente a pessoas que vivem sozinhas ou possuem pouco suporte familiar ou comunitário. O número de idosos monitorados mensalmente passou de 6 mil, em 2021, para 8,4 mil, em 2025, aumento de 40%. A rede também pode integrar serviços como Caps, CERs, Ceccos, Melhor em Casa, ambulatórios, hospitais e UPAs.</p>
<p>A experiência da aposentada Marinalda Dantas da Silva, de 73 anos, conhecida como Morena, mostra um dos efeitos desse acompanhamento. Após deixar o Rio de Janeiro para morar com os irmãos em São Paulo, ela passou a receber visitas do PAI da UBS Vila Sônia. Com o acompanhamento, começou a participar de grupos, visitar parques e museus, fazer novas amizades e retomar o desejo de aprender a ler e escrever. Para a SMS, a integração desses serviços faz parte da política municipal voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças e manutenção da capacidade funcional da população idosa.</p>]]></content:encoded>
<category>Saúde</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:55:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Petrobras reajusta preço médio do querosene de aviação em 11,76%</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/petrobras-reajusta-preco-medio-do-querosene-de-aviacao-em-11-76</link>
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<description>Desde o início da guerra no Oriente Médio, alta acumula 74%.</description>
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<media:description type="plain">© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil</media:description>
</media:content>
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<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação (QAV) em 11,76%, em média, nas refinarias da companhia. O novo valor entra em vigor nesta quinta-feira (1º). O QAV é utilizado por aviões e helicópteros.</p>

<p>O preço médio do combustível passou de R$ 5,585 por litro em setembro para R$ 6,242 por litro em outubro. A relação de preços em cada refinaria está disponível no site da Petrobras.</p>

<p>Previsto em contrato, o preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no dia 1º de cada mês.</p>

<h2>Efeitos da guerra</h2>

<p>A Petrobras tem atribuído a alta do QAV nos últimos meses à guerra no Oriente Médio, que se refletiu em problemas na logística da indústria do petróleo e derivados.</p>

<p>O preço médio atual é 74% maior que o de 1º de março (R$ 3,592/litro), dia seguinte ao início dos ataques militares de Estados Unidos e Israel ao Irã.</p>

<p>O motivo principal é a instabilidade no Estreito de Ormuz, passagem marítima ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passavam pelo estreito. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.</p>

<p>Antes do conflito, o combustível respondia por cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador do setor aéreo.</p>

<p>Depois da guerra, o peso do QAV ultrapassou 45% dos custos operacionais, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). </p>

<h2>Entenda</h2>

<p>Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm preço definido no mercado internacional.</p>

<p>Como houve momentos em que os EUA e o Irã se aproximaram de um acordo, a Petrobras chegou a reduzir o QAV em junho e julho. Mas em agosto, voltou a subir, assim como em setembro e agora em outubro.</p>

<p>Em maio, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias aéreas, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste.</p>

<h2>Caminho do combustível</h2>

<p>A Petrobras comercializa o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado para as distribuidoras. Essas empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.</p>

<p>A estatal tem participação de cerca de 85% na produção do QAV nacional, mas o mercado é aberto à livre concorrência, isto é, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.</p>]]></content:encoded>
<category>Geral</category>
<dc:creator>Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil</dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:46:00 -0300</pubDate>
</item>
<item>
<title>Dois homens são detidos após incêndio em caminhão em Itaquera</title>
<link>https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/dois-homens-sao-detidos-apos-incendio-em-caminhao-em-itaquera</link>
<guid isPermaLink="true">https://www.jornalopaulistano.com.br/noticia/dois-homens-sao-detidos-apos-incendio-em-caminhao-em-itaquera</guid>
<description>Veículo prestava serviço à Subprefeitura durante ação de zeladoria na Avenida Sport Club Corinthians</description>
<media:content url="https://www.jornalopaulistano.com.br/uploads/images/2026/10/dois-homens-sao-detidos-apos-incendio-em-caminhao-em-itaquera.png" medium="image">
<media:description type="plain">Imagem: Divulgação</media:description>
</media:content>
<social:image>https://www.jornalopaulistano.com.br/uploads/social-media/167-dois-homens-sao-detidos-apos-incendio-em-caminhao-em-itaquera-timeline.jpeg</social:image>
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<content:encoded><![CDATA[<p>Dois homens foram detidos pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) após um caminhão que prestava serviços à Subprefeitura de Itaquera ser incendiado na manhã desta quinta-feira (1º), na Avenida Sport Club Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.</p>
<p>A ocorrência aconteceu durante uma ação de zeladoria realizada por agentes da Subprefeitura de Itaquera. Equipes da GCM, por meio da Inspetoria Regional de Itaquera, acompanhavam os trabalhos, que também contavam com o acompanhamento da Polícia Militar.</p>
<p>Segundo informações da corporação, o caminhão estava na área externa de uma comunidade quando foi incendiado por dois indivíduos. Os agentes realizaram a intervenção e detiveram os dois infratores. Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local para controlar as chamas. </p>
<figure><img class="img-fluid" src="https://www.jornalopaulistano.com.br/uploads/images/2026/10/post-fngqvtmw.png" alt="Imagem: Divulgação" style="float: left;">
<figcaption><em><strong>Imagem: Divulgação</strong></em></figcaption>
</figure>
<p>Os envolvidos foram encaminhados ao 24º Distrito Policial (Ponte Rasa – Itaquera), onde a ocorrência foi apresentada para as providências cabíveis.</p>]]></content:encoded>
<category>Cidade</category>
<dc:creator></dc:creator>
<dc:publisher>Redação -  O Paulistano</dc:publisher>
<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:42:00 -0300</pubDate>
</item>
</channel>
</rss>